quinta-feira, 7 de março de 2019

Aura Eau de Parfum

Não poderia ser diferente com mais uma das criações da marca Thierry Mugler: outra fragrância emblemática e nada sutil.
Aura tem cheiro verde denso, graças às notas verdes obtidas, entre outras, dos talos do ruibarbo (planta muito utilizada na culinária das regiões temperadas). Um perfume que lembra os "classicões" franceses da década de 80 e que, embora nitidamente verde, tem nas notas de ylang-ylang o seu coração, emanando aquele cheiro floral profundo que não pretende mais que construir um perfume intenso e marcante. Há também certa suculência frutal, que combina perfeitamente com as nuances verde-escuras.
O perfume não passa pela clássica evolução na pele como a maioria das fragrâncias. É um aroma de impacto que chega e fica, acomodando-se apenas de forma mais cálida à medida que o álcool evapora.
Criatividade não é a palavra, no caso. Mas se a ideia é criar um bom perfume, temos um belo exemplar.
O frasco, assim como ocorre com Angel e Alien, é um espetáculo à parte e reproduz de forma bastante fiel o tema da fragrância.

L'Interdit de Givenchy

Lançada como uma versão moderna do famoso L'Interdit de 1957, a fragrância é refinada e inquietante. Mistura notas femininas de flores brancas, principalmente o jasmim, à densidade das notas amadeiradas de patchouli e de vetiver. O resultado é algo que inebria e se insinua, agregando sensualidade à sofisticação. Trata-se de um delicioso paradoxo, sugerindo algo mais obscuro à clara sensualidade do jasmim e à pretensa ingenuidade da flor de laranjeira.
Ao final, L'Interdit nos lembra vagamente outra obra da mesma marca: Ange ou Démon. Ocorre, porém, de forma menos gulosa, já que as notas florais em L'Interdit são bastante agudas.
O frasco é belo e sóbrio e faz uma homenagem ao perfume original.
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