quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Prazer em revê-lo, Styletto!

Já faz algum tempo que venho pensando em fazer esta nota em elogio a O Boticário pelo lançamento da edição comemorativa de Styletto. Há quem diga que o perfume perdeu fixação. Eu confesso que não percebi isso. Na verdade, tem muito a ver com os diferentes momentos da nossa vida em que sentimos e usamos um perfume. Não podemos esquecer também que Styletto é uma colônia e, como tal, tem uma fixação mais
moderada.
Não tenho muitos motivos para elogiar O Boticário, já que a maioria dos meus perfumes queridos foram arrancados de mim, sem aviso prévio e sem justificativa que me convença. Acho um tremendo desrespeito. Mas preciso registrar aqui minha alegria ao ganhar um frasco do tradicional e heroico Styletto (que ainda resiste) bem naquele formato antigo, de quando eu o conheci. As únicas diferenças é que agora a embalagem conta com uma válvula fixa de aspersão e também com uma tampa repensada, mais moderna.
Tudo bem. O importante é que o estilo vintage do frasco me trouxe boas lembranças e uma vontade danada de usar esse perfume novamente. A embalagem sofreu muitas transformações. Começou com uma tampa de madeira, charmosíssimo, e de lá pra cá foi sendo mutilado de todas as formas.
O frasco anterior e esta última edição, dito reeditado e moderno, assassinou os perfumes masculinos tradicionais de O Boticário: Connexion, Dimitri e Styletto. Um formato grosseiro, pouco atraente, com uma tampa de plástico fajuta, como se essas fragrâncias não merecessem o respeito de serem algumas das âncoras que elevaram a empresa ao patamar que ocupa hoje.
Pela ideia maravilhosa de nos brindar, entretanto, com um pouquinho do que restou em nossas memórias do que foi O Boticário, agradeço a empresa.

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