quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Poême Eau de Parfum

Eis uma fragrância que conheço e namoro há muito tempo. Como somente agora adquiri meu primeiro frasco, sinto que também só agora poderei falar com um pouquinho mais de propriedade sobre essa belezura.
Poême é uma dessas obras atemporais. Tem a pegada dos aromas de flores brancas que se imortalizaram na perfumaria. Além disso, notas generosas  de mimosa e âmbar podem ser percebidas facilmente, posicionando o perfume entre obras também já consagradas, como Amarige, de Givenchy, e Classique, de Jean Paul Gautier. Poême é clássico, sensual e elegante.
Notas doces e bastante agradáveis são sentidas logo na abertura, de maneira intensa, lembrando um mix frutal bastante pueril, semelhante a tutti-frutti,  que se desenvolve em busca das flores brancas de jasmim, tuberosa e de laranjeira, já atribuindo à sinfonia uma feminilidade mais contundente e nada ingênua. O perfume surpreende. Notas de rosas, ylang-ylang e mimosa somam-se ao coração generosamente floral de Poême, alcançando uma complexidade sensual e lindamente sofisticada, que se percebe algum tempo depois da aplicação. Tal efeito chega a me trazer a lembrança dos aldeídos de criações como Gabriela Sabatine, por exemplo, que evocam uma atmosfera floral limpa e ensaboada, rescendendo ondas contrastantes entre o frescor das flores e o calor do couro, do almíscar e do âmbar. A baunilha e a tonka também estão presentes, com sua preciosa contribuição para o corpo sutilmente cremoso do perfume.
O nariz por trás dessa fragrância é um dos meus preferidos: Jacques Cavallier.


2 comentários :

  1. Tive a sorte de ganhar um! Pena q acabooou, buaááááá,
    rsrs

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  2. O meu preferido ontem, hoje e sempre! Inigualável, inimitável. Único.

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