domingo, 28 de fevereiro de 2016

Dior Homme

Mais uma obra estupenda de uma das minhas casas preferidas: Dior Homme.
Uma fragrância floral amadeirada com fundo musk, peculiar e "classuda". Dior Homme "põe no chinelo" muitas criações masculinas atuais, que soam sempre como reedições de temas consagrados. É sim uma fragrância urbana e contemporânea, mas diferente e ousada. 
Assim como em "Play"de Givenchy, há algo inquietante e bastante inovador: um cheiro empoado e quente que nos remete ao contexto dos shoppings centers, do jeans novinho, de atualidade, novidade  e bom gosto. 
Diferente de "Play", aqui o efeito é obtido com notas de cacau e não de café, somadas ao cheiro floral seco da raiz de íris e arrematado pelo terroso vetiver e pelo aconchegante patchuli. 
Têm-se um perfume que não cheira exatamente a perfume. Do jeitinho que eu gosto.
O nariz responsável por essa obra maravilhosa é François Demanchy, responsável por inúmeros sucessos da casa Dior, como Addict Eau de Parfum, Hypnotic Poison Eau de Parfum e Miss Dior.
Top.

8 comentários :

  1. Você tá lá, triste, triste... só passam moços usando One Million, Ferrari Black! E aí de repente: Opa! Tem Dior Homme por aí. O coração se alegra novamente. É maravilhoso. Um perfume muito cavalheiro. Beijos, Cris.

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    1. Disse tudo, Pri! É exatamente assim.
      Ainda há esperanças... hahahah

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  2. Cris, há quanto tempo... Como vai? Saudades.
    Como sei que você gosta de boa música, ouvi essa e deu vontade de mandar pra você:
    https://www.youtube.com/watch?v=5T5ddJDyeMI

    Mande notícias (e meu frasco de Byzance também rsrs...)

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    1. Querido Yvan, obrigado pela lembrança e pelo carinho de sempre.

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  3. Cris, sei que nao tem nada aver com o post mais
    .. o boticario acaba de lançar dreams e zingara em edição limitada para o dia das mãe. Ameeeei... bjo

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  4. Cris, você conhece o Oscar de La Renta Pour Lui? Vou dizer o que acho dele:
    É meia-noite, e o príncipe de Valáquia acorda; agora os mortais dormem. Veste suas roupas de cor bordô, calça seus sapatos, e aconchega seu sobretudo azul-marinho delicadamente em seus ombros. Caminha pelas escadas com seus passos ecoando por todo castelo; chega ao topo de sua fortaleza. Abre a janela para saudar a noite: faz frio e está ventando; o vendo assovia lá fora, gélido, carregando para a escuridão sem fim o aroma que está impregnado em suas roupas. É uma fragrância intensa, rosácea, noturnal. É levemente cítrica e alavandada em seus primeiros minutos; suas notas de meio cheiram como as flores vermelhas desabrochadas em noites de lua cheia, ao que logo se junta uma base animálica de couro, mas sem perder o encanto e a simplicidade de se parecer com um fino sabonete. São apenas os primeiros minutos de uma noite qualquer para Vlad Tepes ou, simplesmente, Drácula.
    Se Drácula exalasse um aroma, certamente seria Oscar de La Renta Pour Lui, primo/irmão do Van Cleef & Arpels Pour Homme. Pour Lui é mais fechado, animálico, intenso, com capacidade de projeção inimagináveis na perfumaria contemporânea. Acredite: abrir a tampa do frasco já é quase o suficiente para perfumar a casa inteira com ele.
    Fortemente recomendado para góticos, pois não consigo ver outro perfil de usuário para um aroma tão distinto, o que não quer dizer que você não possa ter uma opinião diferente. É um perfume especial para quem tem um estilo especial.
    Poético, assim defino Oscar de la Renta Pour Lui.

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  5. Que luxo de descrição, querido! Assim me perco num perfume desses. Rsrsrs

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