domingo, 14 de fevereiro de 2016

Bleu de Chanel pour Homme

A marca não tem nos perfumes masculinos sua referência. É na moda feminina e nos perfumes para elas que Chanel tem seu glamour. Perfumes como Pour Monsieur, Antaeus, Egoiste, o sucesso de vendas Allure Homme Sport, entre alguns mais, são obras dignas do sobrenome que carregam, muito embora, entre os perfumes masculinos, as variações são menos dramáticas e, por isso, as ousadias criativas nem sempre percebidas  (com exceção de casas como Jean Paul Gautier e Clavin Klein, que foram muito além de alguns conceitos estabelecidos para o homem).
Um dos filhos mais novos da casa, lançado em 2010, é este exemplar de perfume masculino de acento aromático e balsâmico, que se apresenta com notas cítricas e "especiadas" de limão, toranja, noz-moscada, gengibre, hortelã, pimenta-rosa, além  de  incenso e discretas nuances de jasmim e arremate clássico de sândalo e patchuli. Um perfume contemporâneo e versátil, com notas que remetem ao frescor sem, no entanto, ignorar a robustez e sofisticação masculina. Bleu tem discreto tom de mistério.
O que acontece, porém, é que Bleu é reincidente, talvez devido às razões já expostas: cheiro maravilhoso, nobre, porém um aroma  já sentido, certamente.
Ao aspirar as notas de Bleu, passeio por Tsar, por YSL L'Homme, por notas universais, lineares entre perfumes masculinos.
O frasco mantém a sobriedade da grife, com suas linhas retas e austeras. A tampa "rouba" de 212 sua grande "sacada": ímã para impedir que esta se solte da garrafa.
Confesso que prefiro Chanel para elas.

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