domingo, 31 de janeiro de 2016

Le Roy Soleil Extreme

A coleção de aquarelas de Dali, feita em homenagem ao rei francês Luís XIV (personalidade muito admirada pelo  artista) , cujo reinado é considerado o mais longo da história europeia, e que escolhera o Sol como símbolo de poder, força e domínio, inspirou a linha de perfumes Le Roy Soleil (Ou O Rei Sol), da casa Salvador Dali.
Respeitando alguns dos meus colegas blogueiros que disseram maravilhas sobre o perfume em questão, prefiro discordar. Não que seja uma fragrância ruim, porém não é nada original e, por isso, torna-se comercial e reincidente.
Abre-se com notas cítricas e "alavandadas", seguidas de arranques aromáticos, levemente especiados, sobre o tripé almíscar-madeira-âmbar. Claro: trata-se da estrutura básica de um perfume masculino moderno, urbano, porém há criações que escapam dessa avalanche de mesmices, com notas distintas que atribuem personalidade e ousadia à composição. No caso em questão isso não aconteceu, com exceção das notas de base que, graças à presença do almíscar, conferem à fragrância um aroma sutilmente confortável, arredondando as arestas da explosão aromática-spice em seu encontro com as madeiras. Temos um fougère agradável, mas com aquele aroma de todo dia, das ruas, das lojas de O Boticário.

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