terça-feira, 15 de dezembro de 2015

L'Air du Temps

A fragrância criada por Francis Fabron e Robert Ricci (filho de Nina) surge como uma alusão à paz, no pós Segunda Guerra Mundial (1948). 
Trata-se de uma obra-prima, atemporal, que figura entre os perfumes mais importantes da História, apreciado pela nossa inesquecível Lady Di.

A sinfonia se dá de forma romântica, floral, porém com o uma sugestão spicy em seu núcleo. Contém rosas, orquídeas, gardênias e ylang-ylang, que são flores bastante distintas quando o assunto é aquilo que cada uma delas evoca: romantismo, volúpia, feminilidade... Além disso, notas de raiz de íris conferem um efeito "empoado" ao perfume, o que evidencia o estilo retrô da obra. As violetas também estão presentes.
L'Air du Temps é um aroma romântico e, para alguns, uma bomba floral "grosseira". Isso porque não se percebe claramente a evolução dos acordes e também pelo fato de os aldeídos realçarem os aromas florais sem, no entanto, manter o frescor das pétalas. O que temos é um arranjo floral "envelhecido" que, ao final, deixa na pele um rastro atalcado, típico dos aldeídos, como ocorre em Chanel nº 5 e em First (embora sejam perfumes tão diferentes). 
Há ainda o pau-rosa, estrela do já citado nº 5, além de benjoim, musgo de carvalho, almíscar, sândalo e vetiver. 
O projeto do frasco envolve ninguém menos que o joalheiro René Lalique e faz menção à paz, com duas pombas brancas na tampa.
Foi sucesso de vendas nas décadas de 50 e 60 e ainda hoje tem seus adoradores.


3 comentários :

  1. Eu estou nessa lista dos adoradores de L'Air du Temps...

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    1. Pois é, Pri! Eu também. Estou namorando essas pombinhas e me apaixonando aos pouquinhos.
      Beijos!

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  2. Um doa frascos mais bonitos de todos os tempos.

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