sexta-feira, 17 de abril de 2015

Perfume e Poesia

O tema deste mês da confraria é delicioso: Perfume e Literatura! Um mundo de possibilidades... E como meu gênero literário preferido é o lírico, a poesia, vamos pensar nessa poderosa combinação: Perfume e Poesia.
Se aqui fosse falar dos meus poemas preferidos, minhas obras, meus escritores, teríamos certa dificuldade em finalizar o texto (rsrsrs). A poesia que emana das peripécias linguísticas do meu amado Guimarães, a densidade poética, feminina e existencial de Clarice, o cotidiano aparentemente simples e tremendamente profundo de Adélia, enfim... Tudo isso é poesia da melhor qualidade. Tudo isso tem aroma, tudo é tão vivo...
Mas aqui falei de alguns perfumes que, para mim, são pura poesia e isso por diferentes razões: ou pela engenhosa arquitetura ou pelo efeito quase sinfônico de sua evolução e de seu efeito na pele.
Começo com Poison, de Dior: um poema nostálgico, sedutor e contundente. Suas notas doces que misturam flores, frutas, mel  e incenso, consegue me trazer os ares dos anos 80, com toda a sua poesia, sua música e suas possibilidades. Uma trombeta nos ouvidos da ingenuidade! Uma tentação doce, obscura e suculenta . Uma gostosa e sempre nova reincidência.
E mais uma vez aparece meu amado Insensé (o amarelinho) da Givench: cheiro de poesia, de literatura. Cheiro mágico de lavanda e cítricos incensados, com aldeídos, lembrando-nos o prazer das páginas de livro novo, aconchegado na poltrona, com a chuva fininha lá fora. Cheiro limpo e sofisticado. Um estímulo e tanto à nossa criatividade.
Para fechar esse maravilhoso acervo, Uma escolha bem peculiar: Affinity, de O Boticário. Bela poesia dos movimentos do amor. Uma fragrância fora de linha há décadas e que ainda me faz muita falta. Vontade de recordar certos momentos de enorme beleza. Notas de rosas atabacadas, rascantes, que residia entre os delicados florais do final dos anos 80 e a ousadia dos movimentos pontiagudos e imprecisos da vanguarda "perfumística". Uma obra romântica e desconcertante, que inspira belas palavras.
Perfume, música, poesia andam sempre muito próximos: são formas de expressão da arte de encantar, tornar belo, seduzir.
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6 comentários :

  1. Cris, que combinação fantástica!!! Adorei este texto, verdadeira poesia. Adoro ler suas resenhas ... são inspiradoras, apaixonantes ... um vício.

    Beijos, Marina

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  2. Affinity é saudade... Um verdadeira poesia, não sei se é uma memória que me trai, ou se realmente era sensacional! Poison sempre me lembra a bruxa da Branca de Neve e sua maçã envenenada!
    Beijos, Cris!

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  3. Eu usei, amava!!!
    Cris, me dê uma dica de perfume com cheiro empoado, eu amo!!! De preferência nacional(em tempos de crise) kkkk.
    Bj
    Paty

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    Respostas
    1. Paty, o Make B (tradicional) é uma curiosidade: cria uma pelica empoada, lembrando maquiagem. Acho um barato!

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  4. Muito obrigada pela dica Cris!!! Vou experimentar.
    Bj
    Paty

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