quarta-feira, 8 de abril de 2015

Eros

Entre as fragrâncias da casa, Eros é, seguramente, a que menos me agradou. Isso por uma simples razão: esperava algo mais criativo, inovador e desafiador de uma marca que já nos presenteou com The Dreamer, por exemplo. 
Eros é inspirado na mitologia e busca reafirmar, no conceito, na cor do frasco (o mar Mediterrâneo) e no próprio nome do perfume (a mitologia), o estilo Versace, ou seja, o espírito da grife. Entretanto Eros se apresenta como mais um dos inúmeros aromáticos fougère com acento oriental, destinados a homens urbanos, contemporâneos, patati, patatá. Não vejo nada que o diferencie dos inúmeros perfumes "moderninhos" de O Boticário ou dos flankers intermináveis de Quasar ou de Connexion, por exemplo, todos figurando entre a nova tendência do mercado. Aquelas notas cítricas e aromáticas, acompanhadas de algum condimento, e com base adocicada de baunilha ou fava-tonka já senti em Bvlgari Black, Le Male, Hot Water, etc  etc etc...
Além do mais, a cabeça da Medusa que decora o belo e labiríntico frasco me faz imaginar mistérios, enigmas, surpresas. Nada disso: Eros é uma triste reincidência.
Criado por Aurelien Guichard, sob a supervisão de Donatella Versace.

5 comentários :

  1. Achei enjoado e anti erótico. Engraçado, curto cada vez menos as novas criações, prefiro ter os mesmos perfumes que tive há 20 anos atrás: minotaure, azzaro, boucheron, paco rabanne, herrera for men. Baunilha só em bolo agora, chega!

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    1. Somos muito parecidos, amigo Yvan!

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    2. Saudade de tu amigo, já fomos mais próximos... :(

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    3. Não diga isso, que eu choro...
      Lembrei-me da canção "Sinal Fechado".

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  2. Concordo com Cris e Yvan. Os perfumes que eu conheci há 15-25 anos são os que ainda possuem individualidade olfativa para o meu nariz. Kenzo homme, Kouros, Gentleman de Givenchy, YSL pour homme, Jazz/Live Jazz, Antaeus, Egoïste, A*Men, Lapidus pour homme, L'Eau d"Issey, Connexion, Styletto, VC&A pour homme. De uns 10 anos para cá, a maioria que é lançada fica numa área cinzenta onde um se parece muito com outro. Como disse o Cris, flanker em cima de flanker de Connexion, Quasar, Dimitri, esse Eros da Versace que tem um cheiro super-comum (francamente não vi diferença entre ele e o Dimitri On the Rocks, tanto em fragrância quanto em desempenho), os vários "Sport" lançados em 2013-2014. Hugo Boss é a primeira marca que eu lembro quando penso em flanker/lançamento medíocre (Boss Bottled "Night", "Sport" e "Unlimited", Hugo just different, os femininos Nuit, Jour, Ma Vie e Woman, tudo isso em menos de 5 anos). Antes disso já vinha dando sinais com Boss Soul e os intermináveis flankers de Boss in Motion. Versace o último masculino legal eu considero o Versace Man (o original, não o flanker "fraiche") e feminino o Crystal Noir. Calvin Klein é outro com os inofensivos Free, Encounter, Beauty e Downtown e respectivos flankers. O Reveal masculino é exceção, achei que se destacou bem, o Reveal feminino fala-se muito na tal nota de sal, mas eu pelo menos não consegui identificar nada muito diferente nele. Bvlgari segue a tendência "mais do mesmo e quando acabar não vai fazer falta " com os vários Omnias, YSL com os vários L'Hommes, Gucci com várias versões de Guilty, Versace com Crystal (tirando o Noir) em cima de Crystal, Issey com várias versões de Pleats please, e por aí vai. Isso sem falar na tática de lançar num ano, primeiro uma versão Edt, no outro ano o Edp (ou o contrário), seguidos das versões Edt "fraiche" / "legere" e Edp "intense" / "absolute" / "noir".

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