quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Elemi

Tratarei agora de uma resina obtida a partir de sulcos na casca da árvore conhecida como "amescla" ou "almecegueira" ou "breu-branco", nativa  da mata atlântica, muito comum nas regiões Nordeste e Sudeste e Sul do Brasil.
Quando cheguei à Bahia, logo me envolvi com uma aldeia de índios Pataxós, devido ao meu trabalho com teatro e literatura. Eles me apresentaram muito de sua história e de seus rituais. Apresentaram-me uma resina cheirosa, viscosa quando ainda fresca, que era queimada na brasa em alguns de seus rituais. Aqui eles chamam "almescla"... Fiquei encantado, a ponto de encomendar constantemente uma quantidade para defumar minha casa. 
A resina ao natural tem um cheiro verde e agreste. Quando queimada, sofre uma total transformação,exalando um odor incensado suave, usado como incenso sacro nas igrejas católicas em certas ocasiões.
A árvore é muito bela e pode atingir tamanho considerável. Produz pequenos frutos perfumadíssimos.
Recentemente, em caminhada pelas reservas daqui, encontrei a dita cuja. Não precisei ferir o tronco. Por alguma razão, havia uma quantidade enorme de resina escorrendo pela casca da almecegueira... Colhi, pus para secar e agora tenho incenso natural por muito tempo.
Na perfumaria, o termo "elemi" também se refere a uma resina retirada de uma árvore nativa das Filipinas, porém com mesma descrição, e participa da composição de um grande número de fragrâncias.

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