sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Perfumes bons ou baratos? Tenho que escolher?

É com prazer que escrevo meu primeiro post que participará da mesa-redonda de um grupo de amantes de perfumes, os quais citarei ao final deste.



A proposta é interessante: "Perfumes com preços acessíveis, os favoritos". Curioso notar que há duas maneiras de tomarmos a proposta, no que diz respeito à interpretação do sintagma "os favoritos". Ou seja, os perfumes com preço acessível são os favoritos ou quais são os perfumes favoritos com preço acessível?
Bem, não farei aqui uma relação de perfumes bons e com bom preço. Quero, em vez disso, gerar uma pequena reflexão a respeito do tema. Independente do caminho que se tome, cabe, antes de mais nada, pensarmos no que pode tornar um perfume tão caro.
Fatores como marca, matéria-prima e distribuição são determinantes, além dos impostos e de outros quesitos, como a publicidade, narizes envolvidos, designers etc.  
Por exemplo: marcas como Chanel, Dior, Gucci, YSL, Givenchy entre outras são consagradas e só por isso já encarecem um perfume. Matérias-primas, quando naturais, custam mais que o dobro, às vezes, que um correspondente sintético. A íris e a tuberosa são exemplos disso. A escassez proposital de um perfume em lojas do ramo também pode levá-lo a preços meteóricos. São estratégias criadas para valorizar um produto e distanciá-lo do apelo popular. Paradoxalmente, com tal manobra, o perfume passa a ser reconhecido e desejado por todos, mas obtido por poucos. Isso me lembra a estratégia de marketing da cantora Marisa Monte: quando fazia seus shows nas boates de Ipanema, Leblon, arrancava elogios e delírios dos maiores críticos de música. Recebeu muitos convites pra gravar, mas resistiu enquanto pode. Quando lançou seu primeiro disco, foi aquele sucesso, obviamente. Ainda hoje a cantora mantém certo controle sobre o fluxo de gravações, chegando a ficar até dois anos sem lançar um disco, para delírio, ansiedade e desespero dos fãs.
Bem... voltando aos perfumes, há muitas empresas, inclusive francesas, que copiam grandes obras. Não que sejam tão aquém de uma obra-de-arte, mas são alvos de preconceito por parte dos mais exigentes e amantes dos perfumes famosos. Eu também me posiciono contra a cópia desavergonhada de certos perfumes, quando, claramente, até os nomes, ao sofrerem pequenas alterações gráficas e fonéticas, remetem-nos imediatamente aos perfumes originais. Ou o desenho da caixa... Claro: isso é ilegal. Mesmo assim, algumas empresas copiadoras conseguem se aproximar bastante dos lendários e cobram pelas falsificações preços bem mais em conta.
Há também aqueles que se inspiram num tema e até mesmo em uma obra. Não fazem, entretanto, referência alguma ao seu "muso inspirador", nem no nome, nem no design do frasco ou da caixa. São criações que, evidentemente, foram baseadas nesta ou naquela fragrância, porém o fato de se manter certo respeito em relação ao original já me conforta (claro que isso também pode ser cômodo pra mim). No Brasil, por exemplo, temos inúmeras criações de marcas bem conhecidas por aqui "inspiradas" em grandes perfumes internacionais (não vem ao caso citarmos agora).
Minha posição em relação  aos perfumes nacionais também é, de certa forma, incômoda. Assim como meu amigo Yvan, penso que há perfumes muito bons, aliás: espetaculares... com preços bem mais acessíveis que os nacionais e com uma projeção na pele inacreditável . Empresas como Natura, por exemplo, cobram de um perfume até 150,00 reais, quando posso ter um Cabotine, que adoro, por 79,00 reais. 
Não digo aqui que eu não compre ou não use os perfumes brasileiros. Pelo contrário: sou fã de alguns deles, mas creio que posso me realizar completamente com muitos importados de preços inacreditáveis.
Mascas famosas como Greès, Elizabeth Arden e de la Renta, por exemplo, têm preços maravilhosos e criações memoráveis. Há ainda as gratas surpresas dos garimpos. Geralmente, nas lojas do ramo, enquanto os glamourosos estampam as vitrines de todos os lados, num cantinho acanhado estão os
perfumes de segunda linha. Vejam só: segunda linha. A verdade é que essas obras podem conter matérias-primas com qualidade idêntica aos grandes nomes, mas, por pertencerem a marcas pouco reconhecidas, apresentam-se a nós com preços bastante tentadores.
Recentemente conheci um conjunto de perfumes indianos em roll-on, concentradíssimos (na verdade são óleos essenciais) e paguei por eles uma bagatela. São deliciosos e têm fixação de mais de mais de dez horas.
Por último, cabe lembrar aqui das versões "testers". São aqueles perfumes acondicionados em frascos cuja venda é proibida e servem para os lojistas usarem-nos como demonstradores. O preço dessas belezas pode cair bastante. Basta que encontremos alguém que possa vendê-los a nós. 
O importante, na verdade, é sentirmo-nos bem. E cheirosos. Para isso não é necessário gastarmos rios de dinheiro. Basta ter um bom faro e, principalmente, estilo. Hoje, por exemplo, passei o dia com meu Topaze, da Avon - uma versão bem baratinha (15,00) do imortal Chanel Nº  5 (rsrsrsr).

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Leiam também as postagens dos meus colegas sensíveis e perfumados, nos seguintes blogs:
Dênis em: http://www.1nariz.com.br/
Diana Alcântara em: http://aloucadosperfumes.com/
Juliana Toledo em: http://lemondeest.blogspot.com.br/
Priscila Lini em: http://www.parfumee.com.br/
Elizabeth Casagrande em: http://www.perfumebighouse.com/
Carla Biscaglia em: http://pimentavanilla.blogspot.com.br/
Cris Nobre em: http://templodosperfumes.blogspot.com.br/
Vanessíssima CR em: http://www.vanmulherzinha.com/
Dâmaris em: http://villagebeaute.blogspot.com.br/






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