sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Coco Noir

Pode-se afirmar que esta fragrância faz parte de uma trilogia (palavra na moda) iniciada com Coco, lançado em 1984, em que predominam as notas orientais, insinuando suntuosidade e sedução. Em 2001, Coco Mademoiselle, com sua golfada de luz, doçura, sedução e modernidade, em que predominam as notas florais e frutais de apelo chypre, com base almiscarada. Por último, a fragrância em questão: Coco Noir, lançada em 2012 e criada pelo mesmo perfumista: Jacques Polge.
Coco Noir tem traços de Mademoiselle, porém com uma sugestão mais oriental, mais fechada, inspirada na cor preta, tão apreciada e reinventada na moda de Gabrielle Chanel.
A fragrância é deliciosamente feminina e discreta, insinuando suas ondas florais cremosas à medida que nos movimentamos. Tem saída impactante, mas logo se acomoda, revelando seu coração floral e esmaecendo com uma base creme-amendoada-cintilante de musk branco, baunilha e fava-tonka, com efeito muito semelhante ao seu antecessor.
Assim como percebo em Allure, os elementos da fragrância não se revelam claramente. Foi necessário que eu passasse dias até poder tentar alguma definição. Há uma certa confusão de movimentos que lhe confere mistério e que nos instiga. Um perfume oriental, obscuro, que, aos poucos revela luminosidade e  maciez. 
Interessante notar que, nos primeiros dias, tive a impressão de estar diante de uma perfume caríssimo e que não tinha fixação ou projeção. Aos poucos, percebi que todos a minha volta o sentiam, não como um aroma invasivo e contundente, mas como uma onda floral de fundo levemente cálido, sofisticado e aconchegante, validando uma das facetas do estilo Chanel. 

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