sábado, 26 de outubro de 2013

Hugo Energise

Já não é novidade que não sou fã da marca. Essa fragrância vem pra reforçar minhas opiniões. 

Um perfume que reincide em suas composições, assim como O Boticário, atualmente. Um odor que reproduz quase todos os cheiros de Hugo Boss. Talvez seja o "corpo cativo", de que tratamos em outro post. Ou seja, a grife procura manter uma característica comum em seus produtos, que seja, de certa forma, a assinatura da marca. Mas no caso de Hugo Boss, é mais que isso: os perfumes (quase sempre) têm a mesma personalidade e o mesmo tema. Basta comparar o perfume em questão a Hugo e a Boss in Motion.

No caso de Energise, trata-se de um bom aroma, porém comum. O efeito aromático, com citrus e notas herbais de sávia, junípero, acompanhado de algumas notas picantes de pimenta-rosa, noz-moscada, sobre um fundo amadeirado.
A impressão que temos é que qualquer desodorante Axe pode substituí-lo, sem maiores perdas, embora alguma coisa nele me lembre Polo Sport, de que gosto razoavelmente.
Uma pena!

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Joop! Joop! Berlin

O que temos aqui é uma expressão inebriante, de imediato! Um perfume floral/frutal ambarado por excelência. Quase oriental e intoxicante nos primeiros instantes. Discreto, entretanto, depois de algum tempo, o que o difere do carro-chefe da marca.
De saída verde frutada muito intensa, segue seu curso com um poderoso buquê de flores nobres entre as quais nenhuma se destaca consideravelmente. Pelo contrário, mesclam-se aos odores frutais suculentos e a uma base doce e balsâmica de baunilha, âmbar e benjoim, que emerge e compõe o corpo da fragrância.
Joop! Berlin traz consigo um efeito paradoxal: notas licorosas de baunilha ambarada, o espírito da fragrância, que impregna e deixa um rastro empoado, morrendo, mais tarde, em nuances mais amenas, em que todos os odores esmaecem de forma regular e pouco criativa. 
A fragrância foge aos padrões de perfumes florais frutados. Sua base riquíssima, que se mescla aos acordes centrais, dá o tom e acentua sua maturidade, seu equilíbrio e seus ares de tradição.
Tem algo de Red Door, de Elizabeth Arden e, com algumas gotas de aldeídos, talvez tivéssemos aí um estupendo perfume do início dos anos 90, assim como Dolce & Gabbana.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

250.000

Só pra constar, estamos chegando aos 250.000 acessos. Fico muito feliz e grato a todos os meus queridos leitores e seguidores!
Valeu, gente!
Cris

Quelques Fleurs Royale

A versão primeira, tradicional, foi lançada em 1913, bem antes da explosão dos aldeídos de Nº 5. Até então, as fragrâncias eram inspiradas, basicamente, nas flores e/ou em lavandas e notas cítricas (no caso, por exemplo, das colônias masculinas). Inicialmente, uma única flor estrelava. Depois a pequena ousadia: um buquê. Até a chegada dos aldeídos e dos orientais que revolucionaram a perfumaria mundial.
O que temos aqui é a versão Royale, lançada em 2004. Inspira-se também nas flores, porém com toques bem mais modernos. Trata-se de um aroma rosado, muito delicado e feminino. Um buquê composto de rosas, tuberosas e jasmim, ou seja, três estrelas da perfumaria. A tuberosa é tida como uma das mais raras e mais caras. Muito intensa. Há também presença de mel, sândalo e almíscar branco, o que dá um toque cremoso e aveludado ao perfume. Nas notas de saída, bergamota e toranja.
Curiosamente, não se trata de um simples perfume floral. A presença de notas densas e profundas como a tuberosa, o almíscar, o mel e também raízes de íris dão corpo e voluptuosidade à composição: saída fresca e rosada com fundo cremoso e instigante.
Excelente perfume.

sábado, 12 de outubro de 2013

Organza Indecence

De uma das grifes que põem no mercado alguns dos melhores perfumes que conheço, Organza Indecence é uma obra sedutora e refinadíssima. Suas notas orientais e amadeiradas soam claramente desde as primeiras impressões. A canela é a estrela dessa rica harmonia... Mas não uma canela crua, simplória e com cheiro de bala. Há algo defumado, flambado, que envolve as notas orientais. Talvez os acordes de âmbar e baunilha combinados.

Organza Indecence não apresenta acordes florais. O que ocorre é um rico trabalho com patchouli (que se percebe com mais clareza depois de algum tempo), canela, baunilha, âmbar, almíscar e madeiras.

Traz ares de uma mulher sensual, decidida e consciente de seu poder de sedução.
Infelizmente trata-se de um perfume raro, já descontinuado, a que só alguns sortudos têm acesso.
A embalagem é perfeita e brinca com as formas do frasco de seu antecessor, Organza, de 1996. Assim como Indecence é mais ousado, mais picante e sugestivo, o frasco se apresenta com a mesma figura feminina de Organza, em seu belo vestido, porém menos comportado, insinuando-se, indecentemente.
Pura luxúria!

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Antidote

Um perfume masculino de primeira grandeza.
Antidote tem uma interessante combinação de notas aromáticas, madeiras, especiarias e incenso. Um perfume com saída inebriante e fundo quente, couro, adocicado e amendoado, lembrando, nos últimos instantes, o também maravilhoso Very Irresistible, de Givenchy. 

A presença das notas cítricas acompanhadas do efeito estimulante da hortelã e do cardamomo envolvidos em incenso é notável. Logo a canela emerge,

criando um coração floral picante (jasmim, violetas, flores de laranjeira, gerânio e noz moscada) o que nos remete fugazmente aos ares de Jazz, de YSL. Após alguns instantes, as notas secas do patchouli, somadas à densidade do musgo de carvalho e das notas adocicadas e quentes da baunilha, do âmbar, de couro e do almíscar encerram a sinfonia.
Antidote tem ares modernos que se mesclam aos ecos da década de 80 e 90, quando Jazz, Opium pour Homme e Tsar faziam a cabeça dos homens.
Antidote é tido como um elixir capaz de transformar a realidade em algo positivo e vibrante. 
Uma excelente fragrância, ganhadora do prêmio FiFi de melhor perfume em 2007.

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