domingo, 18 de novembro de 2012

"Não" chupe essa manga! Pode ser alergênica!


Fabricantes de perfumes estão pedindo à Comissão Europeia que reconsidere um projeto que, segundo as empresas, pode inviabilizar a produção de fragrâncias famosas por restringir o uso de ingredientes naturais associados a alergias. Marcas de luxo temem que a União Europeia as obrigue a alterar fórmulas célebres, como a do Chanel Nº 5, criada em 1921. Estima-se que o mercado de fragrâncias sofisticadas movimente US$ 24,3 bilhões.
O projeto da Comissão Europeia também obrigaria à reformulação de perfumes como Miss Dior e muitas fragrâncias da Guerlain. A proposta se baseia em recomendações feitas em julho pelo Comitê Científico de Segurança do Consumidor, um órgão consultivo. Os laboratórios dizem que as grandes marcas nunca mais teriam o mesmo aroma e que os perfumistas passariam a ter muito menos ingredientes à sua disposição para criar novos produtos.
"Seria o fim de lindos perfumes se não pudermos usar esses ingredientes", disse, por telefone, a presidente não-executiva da Chanel, Françoise Montenay. O comitê científico estima que 1% a 3% dos habitantes da Europa sejam alérgicos ou potencialmente alérgicos a ingredientes encontrados nos perfumes, cifra que o grupo considera suficiente para justificar as preocupações.
"Todos os cidadãos têm direito às mesmas proteções", afirmou o presidente do grupo de trabalho do comitê, Ian White, do Instituto St. John's de Dermatologia, de Londres. Os cientistas recomendaram que seja reduzida a concentração de 12 substâncias, incluindo o citral, encontrado nos óleos de limão e tangerina; a cumarina, achada na semente de cumaru; e o eugenol, presente no óleo de rosas. A concentração no produto final não poderia ultrapassar 0,01%.
Além disso, a comissão propôs a proibição total de dois tipos de líquens que fornecem as notas de madeira em perfumes como o Chanel No 5 e o Miss Dior. Segundo o presidente da Associação Internacional de Fragrâncias, Pierre Sivac, esses ingredientes são "a espinha dorsal de cerca de 90% das fragrâncias finas". A diretoria-geral de saúde e consumo da Comissão Europeia disse que está discutindo com as partes envolvidas, inclusive os fabricantes de perfumes, para avaliar as recomendações do comitê científico e seu potencial impacto sobre o setor.








Um comentário :

  1. acho isso um crime!
    tudo bem que se proíba de usar tal componente em perfumes futuros, mas... naqueles que já foram? que já passaram? que já viraram história? um crime absurdo! quem tiver alergia que não use. ou pode-se ainda criar uma versão "antialérgica" para esse povo. hahaha... imagina se forem inventar de tirar tudo o que é coisa que pode causar reação alérgica nas pessoas? nam.

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