segunda-feira, 23 de julho de 2012

Volupté

A fragrância foi lançada em 1992. Pertence à família dos florais verdes. De saída densa floral/frutal, logo abre espaço para as notas do rico buquê floral e para a insinuação oriental do heliotropo, lembrando o dulçor da baunilha. Há também algo de violetas. As flores presentes nesse perfume são muitas: cravo, jasmim, ylang-ylang, lírio-do-vale, mimosa, lótus, narciso, frésia, osmanthus entre outras. Essa combinação torna-se tão rica, que chega a produzir um leve efeito áspero e sufocante (de amargor), assim como percebo em Tresór, de Lancôme, realçado pelo pachouli ao fundo. 
Também na base da fragrância se encontram notas de sândalo, âmbar, tuberosa, baunilha e incenso.
Diria que Volupté é ricamente floral, com insinuação oriental. As notas de melão e melancia na saída apenas torneiam os acordes florais que nos invadem com vigor. Entretanto não é um perfume floral qualquer: devido à luxuosa combinação de flores raras, como a tuberosa, o ylang-ylang e o osmanthus sobre a base quente, doce e "enevoada" de âmbar, baunilha e incenso, Volupté torna-se um perfume refinado, luxuoso e de efeito clássico. 
Para quem aprecia um bom perfume.

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