sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Gerânio

Uma planta que cresce em diversas áreas de clima temperado. Tornou-se comum em muitos quintais e jardins. As flores podem ocorrer de diversas cores. O perfume concentra-se nas folhas e nas hastes. As flores têm odor mais delicado, discreto e ligam-se a elas diferentes atribuições simbólicas, intimamente relacionadas com as diferentes cores que apresentam. 
A essência é obtida da destilação de suas folhas, principalmente, e das outras partes aéreas da planta. Dentre os óleos de gerânio mais apreciados está o bourbon, com odor verde e frutado. Outras variações podem se aproximar bastante do óleo essencial de rosa e muitas vezes o substitui, por ser mais barato. 
A nota olfativa do gerânio está muito presente em combinações fougère e chypre. Acompanha a lavanda e diversos outros componentes herbais, como sálvia, alecrim e hortelã. É muito comum em perfumes masculinos, devido ao efeito verde e aromático. 
Clássicos masculinos, como Cool Water, Eternity, Paco Rabbane e Polo contêm as notas dessa perfumada preciosidade. Dos femininos, em especial, o gerânio pode ser encontrado na obra Bourbon Geranium, por Miller Harris.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Dia da Mulher

A revista Fator elegeu quatro fragrâncias, com base em opiniões de grandes perfumistas, para serem usadas no Dia Internacional da Mulher, oito de março. Achei interessantes as sugestões. Então... Lá vai:

1- Elie Saab: flores e madeiras com efeito solar.
2- Love Chloé: floral com efeito talcado.
3- Life Threads Sheer Gold: flores e frutas com efeito fresco e delicado.
4- Beyoncé Heat Rush: frutos e flores com base ambarada e almiscarada.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Folie Douce

Um aroma jovial, alegre e muito versátil. Da família dos florais verdes, é uma fragrância que, na verdade, exala cheiro de frutas vermelhas. Além da groselha e da baunilha, nas notas de fundo, não apresenta qualquer outro componente de referência gourmand. Apesar disso, tem cheiro de coisa gostosa: frutas vermelhas, levemente cítricas, chegando a provocar água na boca dos que apresentam olfato mais aguçado. A fragrância se abre com notas de mimosa, groselha e frutos cítricos. O  arranjo floral contém ylang-ylang, íris, heliotrope e limão. A  base é de baunilha, sândalo, musk e cedro. As notas doces da baunilha imperam sobre as demais notas de fundo, como se o perfume se estruturasse na tríade: frutas, limão e baunilha. Uma experiência delicada, adolescente, fresca e gulosa. Não faz o tipo "fatale". É mais pueril, angelical, com leve insinuação...
Atualmente está indisponível no site oficial da marca e nas principais lojas de perfumes da Internet. Lançado em 1997.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

VoVó - para Elas

Da mesma forma que Natura VôVó - para Eles, a base da fragrância está focada na raiz de vetiver. Entretanto, como não poderia ser diferente, no caso da versão feminina, a combinação floral/frutal realça a delicadeza do perfume. Com arranjos de frésia e rosas somado às notas de pera, temos um delicado cheiro feminino que nos remete ao aconchego. De fato, a Natura conseguiu tal efeito. Ao fundo, além do vetiver, a combinação ainda conta com um toque de musk, o que confere densidade e cremosidade à fragrância. Um par perfeito para a versão masculina. Na verdade, complementam-se.
Importante dizer que é uma criação bem despretenciosa. Não deixa rastros e sim ondas de carinho. Cheiro de colo.

L'Air du Temps - Nina Ricci

Crida após a segunda guerra, é uma embalagem memorável. acondiciona um dos maiores perfumes de todos os tempos. Traz no topo uma revoada de pombos, simbolizando, provavelmente, a paz, que começava a reinar no mundo. Lançada em 1948, época que ainda não existiam profissionais especializados em desenhos de embalagens, o frasco foi criado por Marc Lalique, filho de René Lalique (o  qual deu ao vidro e ao cristal o caráter luxuoso da marca).
No decorrer do tempo, a embalagem foi se aprimorando e ganhando novos contornos e dimensões, mas sempre mantendo a ideia original. Outras foram criadas para datas especiais, como no aniversário de 60 anos do perfume.





quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Frascos: um espetáculo de arte e luxo!

Nos primórdios, segundo pesquisa de Renata Ashcar, os recipientes para acondicionar fragrâncias eram variados: metal, porcelana, couro, bronze, etc. O vidro, porém é o mais versátil e elegante. Conta a lenda que o primeiro registro do vidro ocorreu no século I, por navegantes fenícios, mas as primeiras referências, de fato, encontram-se no Egito Antigo. De lá pra cá muita coisa aconteceu e a descoberta do sopro (insuflação de vidro) abriu inúmeras possibilidades, permitindo que o vidro tomasse diferentes formas antes de seu resfriamento. No período clássico, a visão artística sobre a produção de frascos se alavancou. Os gregos davam muito valor a objetos de arte para uso pessoal. Os romanos também produziam vidros transparentes em variedades de formas e desenhos, com detalhes coloridos. 
No século XVIII, a indústria francesa do vidro para perfumes se desenvolveu e eram vendidos ao cliente com a forma que escolhesse. Porém a demanda para fabricação em massa obrigou que os frascos fossem vendidos de forma padronizada. 
Hoje, o casamento entre a criação e a tecnologia, que dá suporte às mais diferentes ideias, faz com que tenhamos em mãos mais do que um simples frasco de perfume. Uma obra inspirada e que revela muito sobre as intenções e os conceitos que envolvem a criação de uma fragrância. Verdadeiras peças de arte que merecem nosso respeito e nossa admiração. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Paco Rabanne

Uma fragrância criada em 1973, pelo nariz Jean Martel, tornou-se um clássico da década e da marca. Assim como Kouros, pertence à família dos aromáticos com base fougère, entretanto suas notas de fundo são menos ambaradas. Diríamos mais resinosas e secas, com o gostoso contraste do mel, o que o aproxima de Lapidus, de certa forma. As notas de cabeça contêm tomilho, sálvia e alecrim. O corpo da fragrância é de gerânio e lavanda, com uma dose de cumaru, o que dá o tom levemente especiado e adocicado. Paco Rabanne for Men tem cheiro de homem clássico, requintado e que não abre mão de sua fragrância predileta. É executivo, sensual e viril. Não traz nenhum núcleo floral, além das aromáticas "lavanda" e gerânio". Um cheiro que marcou também os anos 80, ao lado de Azzaro, Kouros, Drakkar Noir e Polo. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Chegando aos 100.000

Pois é, galera! Estamos quase aos 100.000 acessos. Isso porque pus o contador seis meses depois de inaugurar o blog. Sei que é um número, apenas, razoável. Porém, em se tratando da qualidade dos meus visitantes, sou um homem sortudo. Não sou popular como os cantores de Axé Music (que contaminam a beleza das coisas), mas tenho em meu blog gente de fina sensibilidade, de gosto sofisticado e o mais importante: de sutilezas. Amo vocês!!!
E obrigado, gente!

Qual Perfume?

Vamos lá! Façam sugestões! Continuemos com a brincadeira: que perfume seria perfeito para a imagem abaixo?

Montana Parfum d'Homme

Um excelente aroma para aqueles que gostam de misturar o clássico e o moderno. Um perfume com grande potencial aromático, contendo estragão, sálvia, lavanda e agulhas de pinho. Somado às ervas, há o acorde especiado, com canela e pimenta. O  fundo é couro ambarado e ainda conta com o cedro, o patchouli, o sândalo e a baunilha. Uma fragrância viril e muito requintada. Assim como Safari, de Ralph Lauren, abre-se com um odor frio, aromático e picante e logo se aquece, deixando na pele um rastro de madeiras nobres. Também conta com aldeídos para reforçar seu alcance e sua natureza aromática. Montana é um perfume perfeito para quem quer marcar sua masculinidade e seu bom gosto em contextos diurnos. Atualmente não está presente na vitrine do site oficial da marca. Em vez disso há uma versão black da fragrância. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O Segredo de Chanel Nº 5


Nestas minhas mais que merecidas férias, tive o prazer de encontrar uma obra deliciosa sobre o perfume mais vendido e desejado em todo o mundo: Chanel 5. O livro, da escritora Tilar J. Mazzeo, especialista em tratar de assuntos relacionados ao mundo do luxo, conta a história de Gabriele Chanel e do surgimento do fabuloso perfume que a imortalizaria. Com detalhes interessantíssimos envolvendo todo o contexto de criação desse precioso aroma, a obra é bem mais que uma biografia: é um dossiê sobre todos os mitos e lendas que cercam Chanel Nº 5 e sua idealizadora. Além disso, a autora propõe justificar o sucesso do grandioso perfume não como um reflexo de uma inteligente campanha de marketing, mas como uma consequência natural que envolve  a fragrância mais bem planejada, idealizada e arquitetada de todos os tempos. 
Senti, então, necessidade de dividir alguns trechos da obra, resumidos em outras palavras, com meus queridos visitantes e fiéis seguidores.





A experiência olfativa que Coco Chanel vivenciou nos seus anos de orfanato está relacionada intimamente com a cor branca das paredes caiadas, com a severidades dos lençóis fervidos em raízes perfumadas, o cheiro das roupas empilhadas e passadas nos armários aromatizados com pau-rosa e verbena, o cheiro de limpeza do chão de pedra esfregado com sabão, dos corpinhos das crianças esfregados com rudeza, as flores que cercavam seu ambiente, paixão e missão do fundador de Aubazine (o orfanato) - o santo Étienne -  por todos os lados... Enfim: o cheiro de tudo limpo e austero.




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Por outro lado, Coco também desejou que seu perfume tivesse cheiro de mulher. Um equilíbrio entre flores que, para a época, eram símbolo de nobreza e refinamento, como as rosas, por exemplo, e as preferências das mulheres chamadas demi-mondaine, ou prostitutas, como o jasmim. 
Coco vivia como atriz/cantora, após sua saída do orfanato, e tornou-se amante de um dos oficiais que frenquentavam a casa onde trabalhava. Isso a colocava numa espécie de "limbo social". Com isso tinha acesso ao "sub-mundo" em que viviam as cortesãs, que se encharcavam de jasmim, patchuli e almíscar, conotativamente sexuais e, ao mesmo tempo, admirava as boas moças escolhidas pelos mesmos oficiais e exibidas na sociedade, cheirando a rosas e a violetas...  




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A cada 30 segundos é vendido um frasco de Chanel Nº 5 em algum lugar do mundo.




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Químicos afirmam que os aldeídos, ingredientes sintéticos presentes em altas doses em Chanel 5, têm efeito de estimular o nervo trigêmeo, ou seja, o tecido da satisfação olfativa. A estimulação desse nervo pode desencadear sensações como se uma centelha elétrica percorresse o corpo. Em Chanel 5, a sensação é de bolhas de champanhe explodindo nos sentidos.




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Para lançar seu perfume, Coco Chanel apresentou-o a suas clientes, como brinde, sem dizer que era o perfume da marca e que estavas prestes a ser comercializado.
Também convidou seus amigos mais glamourosos e influentes para se reunirem em um restaurante na Riviera Francesa, onde, furtivamente, aspergia seu perfume no ar, encantando a todos que passavam.


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A decisão de criar um frasco tinha sido longa e fascinante. "Elegância", ela disse certa vez, é "recusa", e o frasco para o Chanel Nº 5 foi um ato tanto da memória como de desafio.


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O que o vidro não ia sugerir era uma consideração importante. Em geral, os vidros de perfume antes  de Coco Chanel eram tão enfeitados  e floridos quanto as fragrâncias dentro deles, decorados com requintes espalhafatosos de cor e desenho. Ela queria algo com linhas claras, algo que fosse distinto e simples. Teria linhas tão claras quanto as notas dos aldeídos na fragrância.









quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Minotaure

Como os consagrados Polo e Azzaro, Minotaure também marcou época e a memória olfativa de muitos. Um perfume masculino, porém com nuances adocicadas, provenientes da baunilha, principalmente. Além disso, Minotaure conta com uma dose de aldeído, o que realça as notas de frutas e flores, dando ao perfume um caráter clássico e parisiense. A saída é aromática e resinosa, com sementes de coentro, bergamota e gálbano. O corpo é delicado, com jasmim, rosas, lírio e gerânio. A base é quente, doce e muito sensual e traz notas de âmbar, musk e sândalo. Assim como os masculinos Joop e Le Male, Minotaure não faz a linha Macho Alfa. A ideia da fragrância é representar o homem moderno, que transita livremente por todos os espaços e faz da liberdade a sua graça e virilidade.

Atualmente, Minotaure já não é mais tão badalado como na década de 90, entretanto tem seus súditos e promete ser eterno, apesar da intervalada escassez no mercado. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Os DEZ mais vendidos do mundo... 2011

A lista em questão foi elaborada com a ajuda de fabricantes, perfumistas e empresas internacionais de pesquisa de mercado e divulgada pela revista Cláudia em meados de 2011. Eis as beldades:

1º lugar: Chanel nº 5:
2º lugar: Coco Mademoiselle - Chanel
3º lugar: J'adore - Dior
4º lugar: Dolce & Gabbana Light Blue
5º lugar: Angel - Thierry Mugler
6º lugar: Pleasures - Esteé Lauder
7º lugar: Chance - Chanel
8º lugar: Trésor - Lancôme
9º lugar: Allure - Chanel
10º lugar: Eternity - Calvin Klein




E se, em vez de OS MAIS VENDIDOS, tivéssemos os 10 MELHORES? Vamos votar. Participe da nossa enquete, ao lado direito da página, formulada a partir da lista citada e de uma seleção de outros dez grandes perfumes, venerados no mundo inteiro.





terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Mitsouko

Trataremos aqui de um dos clássicos da perfumaria. Criado em 1919, ao final da Primeira Guerra, inspirado na heroína de uma novela chamada "La Bataille" de Claude Farrère, amigo de Jackes Guerlain, Mitsouko é um chipre frutal de extrema grandeza e um dos principais representantes dessa família olfativa. Pode-se dizer que se trata do segundo chipre na história a obter notoriedade. Diz-se até que Mitsouko é uma reformulação de Chypre - Coty. Seu nome significa mistério e carrega a paixão de seu criador pelo Oriente, mas nada parecido com Opium ou algo assim. Mitsouko  é delicado e insinuante. Com saída fria de frutas cítricas, neróli e pêssego sintético suculento, logo dá sinal de sua personalidade, com algo polvoroso que envolve as flores de rosa, ylang ylang e jasmim. Delicadas e discretas, as flores mesclam-se aos acordes orientais de cravo e canela e evoluem para uma base mais quente e amadeirada de vetiver, benjoim e musgo de carvalho, criando um efeito terroso e esfumaçado. Mitsouko é cálido e evoca a pele em seu silencioso calor. Um perfume como poucos. Frutos, flores, especiarias e madeiras: eis o espírito de Mitsouko.
Apesar de não constar em sua descrição, há alguma insinuação de fundo animalic, civeta, provavelmente, ou algo obtido com o a combinação terrosa do vetiver, úmida do musgo de carvalho e resinosa do ládano e benjoim. 
O que fica é algo realmente surpreendente e sofisticado. Um ar de mistério, exuberância e luxo parisiense que só os bons perfumes chipre expressam. 

After Day

Estive pensando no poder do perfume. Mais especificamente, numa situação que muitos já devem ter experimentado: o cheiro secreto do dia seguinte (ou das horas seguintes...). Como um perfume, misturado ao odor de alguém, que fica em nossa pele, pode ser tão invasivo, tão inebriante, tão avassalador? As notas de fundo de uma fragrância podem levar horas (e até dias) para se dissipar totalmente. E o cheiro secreto de uma noite de carícias e delícias também. Quando esses cheiros se unem, criam-se ondas de pensamento intervaladas pela difusão do aroma que está em nossa pele. Então as lembranças nos transportam ou nos incomodam a ponto de não sabermos o que sentimos. E o perfume tem papel fundamental nesse processo. 
Às vezes crueza e pele, às vezes com o cheiro de cerveja, de vinho, de qualquer outra bebida... Às vezes o cigarro... E engraçado que, por mais que tentemos evitar, o cheiro persiste e invade e incomoda e desconserta... Coisa estranha, mágica!
É o perfume, mais uma vez, provando seu poder e sua soberania na arte de seduzir e de eternizar momentos!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Fava Tonka (Tonka Bean)

Conhecido no Brasil por Cumaru, é um ingrediente muito presente na perfumaria mundial, participando de famosas criações, como Angel, Fahrenheit, Le Male, entre outros. O  aroma obtido desses grãos marrons e rugosos, parentes do feijão (tonka significa feijão), produzidos por uma árvore que pode chegar a 30 metros de altura, é adocicado e empoado e transita entre a baunilha, o cravo e as amêndoas, por isso é tão comum em perfumes da família oriental e/ou gourmand, principalmente. Do processo de imersão do Cumaru em rum obtém-se a controversa Cumarina, componente responsável pelo aroma .  No Brasil, a empresa Natura talvez seja a que mais usufrui dessa matéria-prima, encontrada na região Amazônica.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Perfume de Bacon?

Pois é: a perfumaria está se superando. Agora mais esta: perfume à base de bacon. Bacõn Cologne.
Produzido pela empresa Farggynai, apresenta-se em duas versões: classic e gold, O frasco sai por 36 dólares. Unissex.

"Tudo teria começado em 1920, quando o açougueiro John Fargginay descobriu por acidente uma receita que misturava ervas, óleos e essência de bacon. A fragrância resultante da mistura deixava seus clientes mais felizes. Com o tempo, várias pessoas começaram a comprar secretamente o perfume, até que, em 4 de julho de 1924, um incêndio destruiu seu negócio e a fórmula se perdeu. A partir dessa história, “recriaram” o elixir de Fargginay e criaram o Bacon Cologne. Pelo menos é isso que conta o release da empresa."

E você deve estar se perguntando: o perfume tem mesmo cheiro de bacon?
Pelo que dizem os comentários de vários sites, sim, mas não exatamente. Há uma mistura de laranja, tangerina, toranja (grapefruit), limão, noz-moscada, pimenta-da-baga, pimenta-preta, um toque de doce, uma pitada de sabor e um tiquinho de bacon.
Que loucura!!!
O site oficial: http://www.fargginay.com


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Coco Mademoiselle

Uma fragrância que nos remete ao poder e a soberania de Coco Chanel, atualizando e modernizando o glamour e a sofisticação da marca. Com um odor chipre frutal, de efeito engenhoso. Lançado em 2001, está entre os perfumes mais cobiçados da atualidade. Assim como J'adore de Dior, tem sido um dos principais perfumes da marca. Mademoiselle tem cheiro de flores frescas e alavancadas por um frescor indescritível, quase canforado. Muito limpo e feminino. Um aroma jovial e sedutor. 
As notas de saída são cítricas e frutais. O corpo contém jasmim, rosas, mimosa e Ylang-Ylang. Ao fundo, a combinação que, no meu ver, dá o tom do perfume: patchuli muito bem dosado unido ao odor cremoso da baunilha e do musk branco.  O vetiver substitui o musgo de carvalho e cria o delicioso efeito chipre.
As notas de saída, de corpo e de base fundem-se numa coisa só, o que cria uma impressão floral profunda, amadeirada e almiscarada, levemente amarga, levemente agressiva. 
Uma obra-prima.
Se nº 5 é o clássico da marca e de todos os tempos, Coco Mademoiselle chegou pra encantar uma nova geração e arrebanhar uma infinidade de fãs. Vencedor do prêmio FiFi Award - Melhor campanha de publicidade em 2008.
Luxo!!!
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