terça-feira, 25 de outubro de 2011

O mesmo efeito...

Além da classificação de acordo com a família olfativa, os perfumes se agrupam, pelo menos na memória, de acordo com o efeito que provocam. Comecei a pensar nisso quando senti pela primeira vez o lançamento Natura VôVó. Sabia que se tratava de uma fragrância da família dos amadeirados, mais precisamente, um cítrico amadeirado, mas as impressões que o perfume ia causando à medida que evoluía na pele trouxeram-me à lembrança outros aromas, até de diferentes famílias olfativas, porém com o mesmo efeito. O mesmo sentimento desperto. Como pode?
Concluí que alguns elementos estavam presentes em todos os perfumes que produziam determinada sensação. Por exemplo: no caso de Natura VôVó, tenho certeza que o contraste entre notas cítricas e vetiver é o responsável pelo efeito incensado e picante de M7 Fresh e Kenzo Jungle pour Home. Também há o efeito molhado e quente de Animale Fem. que comparo ao clássico Paloma Picasso. Nesse caso, são as flores imersas numa combinação chipre que causam esse delicioso contraste. Também há os perfumes de efeito cremoso ou aveludado. Sim. Euphoria de Calvin Klein, 212 sexy de Carolina Herrera e The One de Dolce e Gabbana. O âmbar ao fundo de uma combinação frutal, às vezes a baunilha e o almíscar são os responsáveis.
De posse dessas comparações, fica muito mais fácil classificar um perfume, mesmo que não se domine completamente os conhecimentos relacionados às famílias olfativas.

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