quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Innamorata

A empresa "O Boticário", no meu ver, tem perdido muito em termos de originalidade. Como já disse anteriormente, quase todas as melhores fragrâncias foram retiradas do mercado. Mas há ainda aqueles perfumes que conservam o cheirinho de O Boticário, os tempos áureos. Um deles é o consagrado Innamorata. Uma colônia levíssima, com baixo poder de fixação, mas deliciosa. Composta por flores brancas, como jasmim, lírio e tuberosa, é uma fragrância romântica e nem um pouco apelativa. É leve e refrescante e as notas de fundo são sutilmente cálidas, graças ao musk e ao sândalo. Mas o melhor são as notas de saída: camomila, narciso e cássia se combinam com acordes frutais, criando uma atmosfera rosada, mágica. É um perfume retrô, pouco conhecido pelas novas gerações, mas muito apreciado por quem teve seu auge nos anos 80.

Gucci Eau de Parfum


Aí está um dos perfumes mais "classudos" que conheço. Também o perfume mais coerente com frasco em que se apresenta: sofisticado e requintado. Gucci foi criado em 2002. Encarna o luxo, a elegância e a sensualidade. Pertence à família dos orientais. Como diz Renata Ashcar, "é um clássico contemporâneo" e merece nossa admiração. As notas de saída são de flor de laranjeira, cominho e tomilho. Logo depois vem a íris e o cedro. O fundo fica por conta da baunilha e do musk. Gucci é um perfume quente, voluptuoso. Para mulheres com M maiúsculo. Um perfume que define perfeitamente a mulher que exerce com discrição e plenitude sua feminilidade. Nada adolescente, nada imaturo. Um perfume para a mulher consciente de si. O frasco é outro espetáculo: lembrando as garrafas de conhaque ou whisk usadas para servir os convidados nas residências mais luxuosas... Vale a pena experimentar essa joia.
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