quarta-feira, 28 de julho de 2010

O PASSADO APRISIONADO NUM FRASCO

Quando Maria Bethânia comparou a música ao perfume, ela estava falando do poder que ambos têm de nos remeter a determinados momentos da vida. E como isso é verdade, não é? Quantas vezes o prazer que sentimos ao aspirar um odor de alguma composição aromática se confunde com a dor da nostalgia. Isso mesmo. Eu, por exemplo, já evitei pôr pra tocar certos discos de que gosto. Não por temer o passado, mas por não estar disposto a reviver algum momento. E com o perfume isso é ainda mais forte. Às vezes nos surpreende uma fragrância de alguém que já amamos, de alguém que já perdemos. Ou o cheiro nos lembra uma cena, uma época. Engraçado como mudamos de repente. Como nossa respiração muda de ritmo. Coisa louca, né? É o poder do perfume! Posso listar aqui alguns desses que transformam meu momento e me levam a viagens incríveis. Mas isso não vem ao caso. Só queria compartilhar esse pensamento que rolou na minha cuca (rs). Até mais!

2 comentários :

  1. Sei muito bem como é, Minotaure me enregela os ossos até hoje...Fiquei anos sem ter coragem de sentir isso de novo. E como esse perfume é tudo na vida!!

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  2. Tão bom poder compartilhar essas coisas tão sutis...

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